Son cubano, sagrado e profano

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016


"... zapateo, bailo y canto
me gusta el merequetengue"

A dança sacolejou o corpo dos humanos já na chamada pré-história. Nasceu associada às práticas mágicas do homem que dançava em rituais pela sobrevivência, pedindo à natureza por mais alimentos, água, abrigo e também em forma de agradecimento à divindade. E assim como o canto, a dança mesma acabou se convertendo em um alimento do espirito para manter vivo o corpo. 

"Em Cuba, as pessoas dançam onde e como elas podem, para esquecer as difíceis condições de vida. A dança lhes proporciona uma grande força interior. Dançam para se divertir, para se comunicar, para trocar com os demais todo o que seja de bom. Dançar permite libertar-se dos medos que paralisam. Uma vez que você libertou sua mente, pode fazer com seu corpo o que você quer. A dança é liberdade".

Quem fala isso é o dançarino cubano Carlos Rafael Gonzalez idealizador e organizador do Festival Caribedanza que se realiza há 11 anos na comuna francesa de Argenteuil, a 17 km de Paris, onde González leva uma amostra dos ritmos do Caribe, tentando que os europeus liberem sua mente de tantos conceitos e preconceitos seculares -que já ficaram obsoletos- e acatem o mandato divino de suas almas, botando seus corpos em movimento para acompanhar o ritmo sagrado da dança cósmica com que se expande o universo.
      
Ao ritmo do son cubano e acompanhado pela bela mulata Marie Line, González da uma aula magistral de como um exercício profano pode alcançar a sutileza reverencial do sagrado. Show de bola. Confira no vídeo (bem melhor em tela inteira). 


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