O rapaz que não para de nascer

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014


* Por Alú Rochya

Se alguma coisa faltava-lhe a John Lennon para coroar uma vida agitada, polêmica -e até cruel em certas passagens- era um final trágico. Aquela noite do 8 de dezembro de 1980, o mundo todo ficava estremecido com a inacreditável notícia. Em Nova Iorque, o mais irreverente e indomável dos Beatles era assassinado às portas do edifício Dakota, onde morava. Segundo conta a história que ficou oficializada, bem aí, em frente ao Central Park, quando voltava para casa, um cara chamado Mark David Chapman o encarou e, apontando-lhe com um revolver Smith & Wesson calibre 38, lhe descarregou 5 tiros. 4 balas acertaram seu corpo mas nenhuma atingiu sua alma. E a tragédia lhe fez, definitivamente, imortal.

40 anos antes, o dia 9 de outubro de 1940, John Winston Lennon dava seu ar de graça por este mundo. Escolheu descer em Liverpool, que tinha sido uma pacata vila de pescadores que com o tempo se transformou em um grande e próspero porto do Reino Unido, razão pela qual na segunda guerra mundial recebeu dos alemães terríveis ataques aéreos.

Desde então e até hoje aviões militares não param de lançar bombas em algum lugar do mundo mas, como compensação, Lennon não para de nascer. Seja no ponto que seja do planeta, cada dia alguém canta uma música sua; edita um vídeo resgatando sua imagem; mergulha na sua biografia. Aqui ou acolá, alguém bota no ar um programa especial de radio ou de tv; cita uma frase sua; compra um CD ou DVD com sua voz; veste uma camisa com o seu rosto; rascunha o roteiro de um documentário; ou, então, simples e anonimamente, deposita umas flores frescas no memorial do Central Park, rogando -como ele clamava-  por uma chance pra a paz. 

Na mais distantes aldeias  do globo relatam sobre ele histórias das quais foi protagonista exclusivo e outras nas que jamais participou. Umas e outras vão construindo o mito. De um modo ou outro, milhões de seres da mais variada idade, sem diferencia de etnia, cor, gênero, língua, crença ou ideologia se fazem parteiros virtuais, que dia após dia continuam a trazer a luz do espírito vital e expansivo de John Lennon, que não para de emitir suas ondas de amor e beleza.

John gostava de chacolhar o corpo da humanidade, tirá-lo de sua letargia, dessa preguiçosa maneira de passar pelo planeta que tem os seres humanos, esse absurdo jeito de desperdiçar a irrepetível oportunidade de descobrir maravilhas e se descobrirem maravilhosos. Na verdade, ele era um xamã, um orixá-guia, um faro iluminando mentes e almas, convocando aos humanos a acordar, a despertar da sonolência suicida da inconsciência, a assumir a responsabilidade de cada um se fazer cargo de si próprio, de seu destino, de seus talentos, de seus poderes. Em definitiva, nos conclamava a encarar a bela tarefa de realizar a lenda pessoal.

Se olharmos nele apenas um grande músico ou um artista transgressor, rebelde, iconoclasta, o estaríamos fazendo com uma  visão míope, estreita, pobre. Em rigor, Lennon era um espírito altamente evoluído, enviado do além  para nos ajudar com sua obra em nossa própria evolução pessoal.

John pertence à linhagem espiritual das entidades que aqui foram conhecidas sob os nomes de Beethoven, Shakespeare, Mozart, Michelangelo, Leonardo da Vinci, Madre Tereza, Osho, Krishnamurti, Gandhi, Mandela, entre tantos outros. O mesmo que eles, John renasce cada dia com sua obra no coração de todos aqueles que procuramos -às vezes até com desespero- por mais luz, mais luz, mais luz em nosso caminho de aprendizagem e ascensãot 



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O jogo divino do Chaves

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Chaves, nossa criança interior


*Por Alú Rochya

O espírito e a alma de Roberto Bolaños ou, como melhor o conhecemos, o Chaves, estão caminho de casa. Sabemos -mesmo que geralmente não o lembremos- que não somos de cá mas de lá. E pra lá é que ele partiu. Porém, graças à divina tecnologia, Chaves e sua turma continuarão por cá ainda por um bom tempo, fazendo a festa de meninos, adolescentes, adultos e até idosos. Televisão mediante, pode se dizer que o Chaves segue e seguirá por aqui tão vivo quanto sempre.

Assim será, sim. Mas como se consegue essa perpetuidade? O que é aquilo que fez que um programa da década de 1970, singelo e de baixíssimo custo, sem palavrões, sem peitos nem bundas pra fora, sem prêmios, sem alardes de produção, sem violência nem manipulações maniqueístas continue seduzindo a públicos tão diversos, batendo recordes de audiência

Sem dúvidas que há causas óbvias. Na infância há denominadores comuns, a gente sente-se unida com outras crianças e a fantasia nos blinda das absurdas condições de uma realidade onde as pessoas parecem estar em guerra o tempo todo. Todos sabemos que, de um jeito ou outro, quando criança fomos alguma coisa parecida com o Chaves, com o Quico, com a Chiquinha.

Ao mesmo tempo que nos leva a voar nessa fantasia de nosso saudoso mundo infantil, Chaves atesta a pobreza e o abandono reais de milhões de crianças em América, esperançosas na chegada de um Chapolim que as salve de todo mal. E nesses dados podemos achar razões para o poder de atração da proposta.  

Porém, tem alguma coisa a mais. No fundo existe uma empatia singular, um laço indestrutível que nos une a Chaves. Qual o segredo? Em boa parte, é revelado pelo próprio Bolaños quando sinaliza que “Chaves, ainda que carecendo de quase tudo, é otimista, aproveita a vida, brinca, se emociona e tem o maravilhoso dom que é a vida”.



Acho que aquilo que nos une a Chaves não é o que está por fora senão o invisível, o que não enxergamos mas sentimos, alguma coisa essencial que nos revela e nos faz reconhecermos antes que pessoas como espíritos. No tempo da criancice a gente ainda está aqui com boa parte das memórias de lá, lembrando que somos um espírito com uma alma-guia. E nos comportamos de maneira mais livre, sem os condicionamentos que nos impõe a sociedade. Podemos ver as carências materiais porém como nos sentimos espíritos as limitações materiais nos resultam relativas e compreendemos algo que não deveríamos esquecer quando adultos: a vida é um presente maravilhoso e uma grande brincadeira, que nos possibilita apreender muita coisa de nós mesmos, abrindo o caminho de nossa evolução.

Na vila de Chaves falta comida mas sobram valores (caráter, compaixão, solidariedade, honestidade), falta luxo mas tem simplicidade, carinho e alegria. Demostra-se que a verdadeira experiência humana, a passagem por este planeta, não visa objetivos materiais senão espirituais, intangíveis, transcendentais. Aprendizados, sentimentos, sentidos de vida, coisas que, sim, poderemos levar conosco quando deixemos o mundo.

Bolaños soube dotar Chaves de uma criança interior - que não é outra coisa que a alma- e fazer que essa criança fosse a guia da sua ação. Intuitivamente, sabemos que é precisamente isso o que temos de fazer: agir com as habilidades e possibilidades do adulto guiados por nossa criança interior, atendendo os ditados de nossa alma. E é isso o que Chaves nos mostra o tempo todo. Nos desafiando a aceitar a vida sem dramatismos, na brincadeira, com humor, guiados por aquilo que os hindus chamam de lila, o jogo divino do autoconhecimento. E por isso, admiramos e queremos tanto a Chaves, porque ele nos ajuda a manter viva nossa criança interior e assim poder intuir que a vida tem um sentido e que vale a pena vivert 
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Meditar, santo remedio

quarta-feira, 26 de novembro de 2014


La meditación puede ser entendida como una magia, un pase mágico para conectarse con el más allá de  uno mismo como también con el más allá de todo. Y en cierto modo lo es porque con una práctica simple podemos abrir un canal de comunicación fantástico para recibir la más poderosa e inteligente energía de todas las energías del universo: el amor. 

Sin embargo suele ser mejor entender la meditación como una  herramienta que afloja las válvulas y nos permite viajar hacia nuestro interior para poder vernos mejor en nuestras carencias y deficiencias psicológicas, emocionales y físicas. Y, desde el conocimiento de lo que en realidad somos y cómo estamos siendo, iniciar un camino hacia nuestra propia sanación.

Nos hemos (mal) habituado a vivir succionados por la veloz y delirante corriente de la loca vida llamada "moderna" en vez de fluir en nuestra propia onda energética personal. Tensionados, nerviosos, estresados, tironeados por las exigencias de una sociedad devoradora, nuestra alma y sus sueños quedan sepultados bajo nuestra propia ignorancia acerca de nosotros mismos.
Existen diversas técnicas de meditación. Desde las enseñadas por Osho, con las que puedes cantar y saltar y gritar y bailar hasta las formas más tradicionales que te sugieren que, por lo menos una vez al día, intentes quedarte quietecito por un instante, detener lo más que se pueda la maquinita de pensar y pensar. Cualquiera sea la técnica, la intención siempre es la misma: que te conectes con la esencia divina que llevas dentro de ti.   Y así dejarte alcanzar por la sanadora energía universal que puede resultar en impensados beneficios como los que puedes constatar en el siguiente listado:

  • Marcada reducción del estrés
  • Elevada auto-estima
  • Concentración mejorada
  • Productividad aumentada
  • Claridad mental –resultando en menos actos reflejos y más respuestas profundas.
  • Pensamiento más positivo
  • Mejores relaciones
  • Un sentido de felicidad jovial
  • Apertura a la vida – recuperación del maravillarse de vivir la vida mientras permaneces en el momento presente.
  • Reducción de la dependencia del alcohol u otras drogas. Deseo de parar por completo y ver qué es real y genuino- experimentar el valor de una mente clara.
  • A niveles más profundos de meditación, la sangre se limpia a sí misma y puedes sanar el cuerpo con más facilidad.
  • Una significante disminución de la depresión a medida que descubrimos cómo funciona la mente, cómo ocurre la depresión y cómo librarse de ella.
  • Te vuelves más amable contigo mismo.
  • Te vuelves más amable con los demás.
  • Desarrollo de una fortaleza interior.
  • Reducción de la cháchara mental, de la mente ocupada, la mente de mono! Mejor enfoque en nuestras cosas.
  • Marcada mejoría del sueño y de las ventajas de un buen sueño.
  • Fácil y más feliz despertar en las mañanas. Sin la mente nublada.
  • Una facilidad en lidiar con situaciones previamente difíciles. Una nueva fórmula, una nueva perspectiva de ver las cosas.
  • El logro de tus metas se hace más fácil, más natural, más agradable.
Si todavía no has experimentado porque te parece complicado o una práctica de poca o ninguna efectividad,  te recomiendo que dejes de lado tus prejuicios y hagas la prueba. Medita todos los días durante un mes. Y comenzarás a ver los cambiost 
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Consciência do negro

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Consciência negra

                  Ao povo em forma de arte
                                                     
                        Quilombo, pesquisou suas raízes
                        Nos momentos mais felizes
                        De uma raça singular, e veio
                        Pra mostrar esta pesquisa
                        Na ocasião precisa
                        Em forma de arte popular

            A mais de quarenta mil anos atrás
            A arte negra já resplandecia
            Mas tarde a Etiópia milenar
            Sua cultura até o Egito estendia
            Daí o legendário mundo grego
            A todo negro de etíope chamou
            Depois vieram reinos suntuosos
            De nível cultural superior
            Que hoje são lembranças de um passado
            Que a força da ambição exterminou
            Que hoje são lembranças de um passado
            Que a força da ambição exterminou

                        Em toda cultura nacional
                        Na arte, até mesmo na ciência
                        O modo africano de viver
                        Exerceu grande influência
                        O negro brasileiro
                        Apesar de tempos infelizes
                        Lutou, viveu, morreu e se integrou
                        Sem abandonar suas raízes
                        Por isso o Quilombo desfila
                        Devolvendo em seu estandarte
                        A história de suas origens
                        Ao povo em forma de arte.
              

(Esse é um dos mais belos samba-enredo de todos os tempos, sendo sus autores Wilson Moreira e Nei Lopes. A peça foi levada à rua em 1978 pelo Gremio Recreativo de Arte Negra Escola de Samba Quilombo, na poderosa voz de Candeia. A Escola de Samba Quilombo surgiu como uma dissidência da Portela e não se apresentava no desfile oficial do Rio de Janeiro. Surgiu para fazer um contraponto à crescente descaracterização das Escolas de Samba e para valorizar a arte produzida pelos negros)t 
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Hello Goodbye, vox de Deus

sábado, 15 de novembro de 2014


Aquele dia de 1967 em que Alistair Taylor -assistente de Brian Epstein, manager dos Beatles- visitava a Paul McCartney, nem imaginou que a brincadeira acabaria numa das músicas mais tocadas do quarteto de Liverpool. No meio da conversa Taylor quis saber como se fazia uma música. E Paul o levou para um canto da casa onde tinha um harmônio -um pianinho parecido com um órgão- e lhe disse uma coisa assim: você toque uma nota eu vou tocar outra, e eu vou dizer algo e você o contrario... eu digo branco e você negro, eu sim e você não, eu hello e você goodbye... Não se sabe se o tal de Taylor entendeu alguma coisa porém dias depois Paul apresentava a seus companheiros uma nova criação que acabaria se chamando Hello Goodbye.  

Na época, aqui no Brasil, Elis Regina -a maior e mais completa voz feminina brasileira- disse que "se Deus cantasse seria com a voz de Milton". Esse Milton é Milton Nascimento e quando ele emprestou seu timbre de teor divino à singela canção de McCartney, o conteúdo  bipolar da letra pareceu cobrar um significado maior. Foi como se mesmo Deus quisesse nos ensinar que, para a gente descobrir e apreender o certo se faz preciso conhecer o errado, o outro lado. E por isso, neste plano terrenal -até agora, por enquanto-, tudo é bi, tudo é dual, aqui não tem preto sem branco, luz sem sombra, bem sem mal, vida sem morte, olá sem adeus, hello sem goodbyet 
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Sanações

domingo, 9 de novembro de 2014


"A cura
deve emanar de nosso interior,
por meio do
conhecimento e correção 
de nossas falhas
e  da harmonização
de nosso ser com o Plano Divino"

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La perversa tiranía de los celos

sexta-feira, 31 de outubro de 2014


*Por Alú Rochya

Durante la mayor parte del tiempo en que el ser humano lleva habitando este planeta parece que nadie fue de nadie. ¿Sabías eso? Cada mujer le pertenecía a todos los hombres por igual y lo mismo acontecía con cada hombre, que era de todas las mujeres del grupo. Aún no había sido escrita la historia de Adán y Eva, no existía la idea de pareja, mucho menos de matrimonio. Se vivía una especie de poliamor total.

Al parecer fue hace poco, -digamos unos cinco mil años- que el hombre comenzó a exigirle fidelidad a la mujer. Era el inicio del sistema patriarcal  y del inicio de la cultura materialista, y ese hombre tenía miedo de dejarle su herencia a un hijo de otro. Y ahí, el hombre comenzó a fundir en su pobre cabecita la idea de la posesión de bienes con la idea de la posesión de la mujer.

Después, y hasta hoy, con posesiones materiales o sin ellas, el  poseer a otra persona se convirtió en cultura, en comportamiento social. Ya no sólo del hombre, también de la mujer. Pasaron a sentir que la pareja era suya, una pertenencia, una propiedad, una riqueza conquistada. Y toda situación que amenace esa posesión desata los celos. La idea de la posesión es tan fuerte porque nace íntimamente vinculada a la disputa por las posesiones, a la guerra por las posesiones, especialmente de tierra, que significaba el control de un territorio propio. 

El hombre no comprendió que su verdadero poder reside dentro de él mismo, en su corazón, en sus talentos, en su índole creadora, en su extraordinaria potencia para proyectar la vida y hacerla acontecer hasta con sus pensamientos. En lugar de esa comprensión halló que el poder estaba en el control de la materia. Y ahí inició la lucha por la propiedad de la materia, por todo aquello que fuese físico, incluída la mujer.

Después, la propia mujer adhirió a ese way of life  y se fue haciendo de mañas y artimañas para controlar el poder material a través del control del propio hombre. Entonces, ella y él pasaron a demandarse, furiosamente, fidelidad, como si uno y otro fueran perros y no seres humanos.

Y hasta ahí una explicación. O una parte de la explicación, la parte antropólógica y socio-económica del asunto. Porque la actitud de reclamar la pareja para uno y negársela a los demás, reconoce como base una antiquísima reacción animal. Incluyendo al ser humano en tanto animal y que viene de muchísimo antes del sistema patriarcal.

Buen proveedor se busca
Cuando los animales tienen sexo se dice que están en celo. Estar "en celo" es tener la disposición para contactos sexuales que permitan la reproducción y, así, la continuidad de la especie.

Esa tendencia está inscripta como mandato en la memoria celular y genética de cada bicho –incluyendo al ser humano- y no resulta fácil escapar de ella. Pero esa memoria no sólo empuja a la reproducción en sí sino también a la selección de los mejores genes, con lo que se busca, inconcientemente, que la reproducción resulte en un mejoramiento de la raza y por tanto en una mayor chance de continuidad de la misma. ¿Me sigues?


Si hablamos de selección de genes estamos hablando preferencialmente de los genes del macho. Es decir de la búsqueda de un buen proveedor - tanto de genes como de alimento y protección. En algunas especies animales, la selección se verifica a través de luchas entre machos que están en celo y se disputan una hembra. En tal caso se supone que el vencedor lo fue por ser más fuerte y eso supone que tiene mejores genes para garantizar la supervivencia. Lógicamente, la hembra acepta a ese macho y se abre a ser fecundada. En otras especies, la hembra elije entre varios machos al mejor, a través de un proceso más intuitivo expresado en diversas formas de juegos seductores. En otras razas, las hembras se disputan en abiertas o solapadas peleas a un macho determinado.

Las tres alternativas se verifican también en el caso del ser humano. Que tienen, en principio, el mismo objetivo: garantizar la reproducción y optimizar la especie. Apenas con una diferencia: mientras el resto de los animales tienen celos períodicamente (una, dos o varias veces al año) y fuera de ese período no sienten deseos sexuales, los humanos están en condiciones de sentir deseos sexuales y procrear el tiempo todo.

O sea, están biológicamente en  estado latente de celo de modo contínuo y dispuestos a aparearse en cualquier época del año. Y por lo tanto, estan biológicamente estimulados todo el año a pelearse entre ellos por obtener los mejores genes para sí y de tal manera satisfacer el fuerte impulso interior. Ese comportamiento impulsivo es transmitido genéticamente y ya desde la tierna infancia el ser humano revela la bestia que lo acompaña y en gran parte de su vida lo domina.

En el caso de los humanos, las hembras practican una búsqueda similar a la de los otros animales: un hombre que sea un buen proveedor de genes, de alimento y de protección. Por su parte, descubrimientos recientes explican que los hombres-machos también buscan a través de los patrones de belleza de los hombres-hembras otros genes que también tendrían que ver con la optimización de la especie. Y así, en esa disputa de unos hombres por ciertas mujeres y de las mujeres por determinados hombres se expresa el estado animal e irracional de celos en el ser humano.

Memorias basura
Sólo que nosotros somos algo más que el resto de los animales. Disponemos del uso de la razón y tenemos libre albedrío; nosotros podemos ser conscientes de lo que sucede mientras los animales hacen todo por instinto.

Por el uso de esas cualidades y condiciones, los humanos podemos darnos cuenta que no todo en la experiencia humana es comer, cagar, dormir, defenderse y reproducirse, las 5 actividades básicas de los animales. Y también podemos darnos cuenta que el sexo no es apenas un método de procreación. También es un medio de autoconocimiento, descubrimiento y equilibrio energético.


Es decir: no deberíamos actuar simplemente como niños inconscientes o como animales sino como animales conscientes. Y así, comprender que podemos participar de un proceso de selección genética que nos mejore en algunos aspectos físicos sin considerar a ningún otro humano como enemigo, ya que la verdadera evolución es espiritual y todos los seres humanos, con un vehículo (cuerpo) mejor o peor, disponemos de lo esencial para esa evolución: el alma.

Deberíamos advertir que los sentimientos de celos son antiguos patrones de comportamiento de épocas en que nos parecíamos más a los otros animales y que todavía arrastramos en nuestras memorias como parte de la basura que aún no hemos limpiado de nuestro disco rígido. Entender que, por eso, por ser algo más instintivo, nos cuesta manejar el impulso de celos, el tener celos, el sentirnos celosos.

Pero en esa línea, deberíamos observar que pulsiones semejantes, como el deseo de matar, también responde a épocas lejanas donde matábamos para comer o para defender nuestra vida y sin embargo hoy podemos manejarlo y evitar que esa pulsión nos lleve a matar hijos, amigos, hermanos, padres, vecinos, maridos, esposas, etc, cada vez que una bronca nos desata la pulsión. Y así podríamos reparar, en consecuencia, que a los celos también podemos manejarlos e incluso dejar para atrás esa repugnante reacción.

Yo te quiero libre
Para entender mejor este complejo y nefasto mecanismo debe partirse de una premisa: quien tiene celos no ama. Eso es definitivo. O se comporta desde la naturaleza primaria como un simple animal porque lo único que desea es procrearse o se comporta desde la cultura dominadora como el dueño de vidas ajenas y quiere poseer exclusivamente a otra persona. Procreación y posesión no son sinónimos de amor. Más aún: quien tiene celos tiene una autoestima muy baja, una enorme inseguridad acerca de sus capacidades de intercambio con su pareja y con el mundo, y eso lo lleva a presentir que un tercero puede ser mejor que él y “robarle” al ser “amado”.

Quien tiene celos es un animal prejurásico que no admite la libertad como uno de los atributos esenciales de la persona. Incluso de sí misma, porque ella misma vive prisionera de ese tormento.

Quien tiene celos no admite -como un leopardo, como un chancho, como cualquier bestia- que otro pueda resultarle a su pareja más atractivo que él. Que su chica pueda elegir otro chico. Que otra persona pueda irse con la persona que decimos amar. Los celos convierten a las personas en objetos.


El celoso no logra llegar a su propia humanidad, lo que le impide darse cuenta que mientras el animal es prisionero de lo que mandan sus instintos de supervivencia –incluso cuando mata-, el humano tiene la chance de ser absolutamente libre y de elegir libre y concientemente todo en su vida. Y esa libertad debe ser respetada y honrada siempre, siempre, pase lo que pase, bajo cualquier circunstancia. Nadie tiene el poder de colmarle a otro todos los sueños de éste.

Mientras esto no sea comprendido, infelizmente deberemos darle a la razón a quienes afirman que la absoluta irracionalidad de los celos revela que nuestra humanidad todavía tiene mucho camino a recorrer antes de llamarse a sí misma como la especie más evolucionada entre el cielo y la tierra.

Eso es parte de nuestra tarea. Y esa tarea es una tarea de liberación. Neguémonos, pues, a ser esclavos de nadie de la forma que sea. Defendamos a rajatabla nuestra libertad. Y sepamos y aceptemos que los demás tampoco quieren ser esclavos, y por eso defendamos a rajatabla la bendita libertad de ellos. Nadie está obligado a amarnos, nadie está obligado a hacernos su único ser amado. Es muy bello dejar libre a quien nos ama para que nos ame libremente. Al fin y al cabo, la libertad nació sin dueño y yo quien soy para colmarle cada sueñot 
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Para uma arte re-evolucionária

domingo, 26 de outubro de 2014


  • Considerar cada ação como uma expressão artística.

  • Necesidade de re-volver para acalmar angustias ou alcançar felicidades.

  • Instalar, colocar um volume  dentro do espaço.

  • Produzir  um fato novo no mundo.

  • Baixar a obra dos cavaletes, descolgá-la dos muros (e da mente).

  • Colocar a obra em espaços comuns.

  • Seguir os caminhos que se cruzam, os que não sabem sua exata direção.

  • Motivos sem escusas, escusas sem razão.

  • Descobrir o que somos em cada dimensão.

  • Manifestar-se para entender-se (compreender-se a si mesmo).

  • Habitar/construir com as possibilidades e as  impossibilidades.

  • Reconstituir desde os fragmentos.

  • Centralizar a mente num pensamento regulado pela intuição.

                                             o tempo é ARTe 

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3 chaves para nossa libertação

sexta-feira, 17 de outubro de 2014



AUTOCONHECIMENTO.  Ao longo da vida, mau aconselhados por um falso medo, vamos nos revestindo com uma série de cascas que imaginamos funcionem como proteções. Desenvolver nosso autoconhecimento é quebrar essas cascas (preconceitos, crenças, suposições, ignorâncias), para entrar em contato direito com a nossa essência, descobrir e aceitar quem, em verdade somos, um espírito infinitamente mais rico que a carne que nos ancora à Terra.  

HARMONIA.  É quando você consegue equilibrar suas relações com família, amigos, amores e trabalho, sem precisar abrir mão de ser você mesmo. A harmonia também acontece quando você compreende seus diferentes papéis na vida e consegue conciliá-los com tranqüilidade.

BEM-VIVER.  Bem-viver é o dia-a-dia dessa jornada de autoconhecimento e harmonia. É saber que a cada momento está fazendo o melhor para você e para o mundo. E que não basta refletir sobre a sua vida,  se faz preciso colocar em prática todos os seus aprendizados, dia após diat 
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São teus filhos mas não são teus...

terça-feira, 30 de setembro de 2014


*Por Alú Rochya

Ualma que llega acá, que encarna en este planeta, es un proyecto absolutamente original ideado en cielos lejanos. Rayo de luz, energía pura, el alma toca la tierra y necesita un traductor kinésico, algo, alguien que le permita andar por estas tierras, tan prometedoras y paradisíacas como arduas, complejas, hostiles. Se precisa de un corpus, un cuerpo, un muñeco, un robot con flexibilidad de carne, orgánico, órgano, autónomo, independiente, con cara única de sí mismo.

Como ya se sabe que el alma llegará pidiendo pista, un padre y una madre hicieron, en su hora, lo necesario. El padre cumpliendo con su papel de padre, que quiere decir creador, inventor, autor, iniciador. Es él quien comienza la tarea pulsando mínimos y caudalosos ríos de albisangre. La madre -que quiere decir origen, causa, cauce-, encausando la sangre en su lecho.

A la hora señalada, la luz que llega y la carne recién inaugurada se abrazarán en el estallido primero, con un grito-llanto, un alarido-niño, que celebra el arribo tan deseado y a la vez padeciendo la certeza del horror que se avecina (la vida es bella pero el mundo es cruel, sí). Ahí, a la hora del nacimiento, padre y madre comenzarán de nuevo a entretejer lo suyo, a hacerse de nuevo hueco-bambú para canalizar la energía-amor que llega desde la fuente original, para iniciar en este plano al bienvenido animal de galaxia y darle cauce al proyecto divino que se trae bajo el brazo.

La palabra hijo quiere decir originario, oriundo. Si prescindierámos de todos nuestros erráticos conceptos, deberíamos decir que cuando nace una persona, llega a este plano un hermano originario, oriundo (hijo) de aquella estrella distante. Un hijo es aquel que llega, un igual a nosotros sólo que diferente. Hijo también significa sólo, solitário, único. Un hijo, pues es absolutamente original en esencia. Aunque también -pequeño, diminuto, frágil- desventajosamente disminuído en presencia. Un hijo es un ser único, original, o sea exactamente como nosotros, de la misma rama, del mismo árbol. ¿Se entiende?

Un hijo/una hija es un hombre/una mujer en un cuerpo pequeño. Cuando el oriundo es adulto, la cosa se ve más clara. Presencia crecida y esencia diferenciada, ahí puede apreciarse que no es otra cosa que un hermano cósmico de sus padres, un congénere de ese hombre y esa mujer. El hijo es otro hombre más, otra mujer más de la tribu.

Quiero decir que un hombre y una mujer que, en cualquier circunstancia, tengan un hijo, traigan un hijo, reciban un hijo, en verdad están recibiendo a un hermano más. Al que hay que ayudar a iniciarlo en este mundo, dándole todo lo que podamos darle a fin de que su camino sea exitoso. Porque la experiencia particular de ese ser es parte de nuestro ensayo general, de nuestro proyecto colectivo, del Plan Maestro.

Hay, por tanto, un tiempo en el cual nuestro aún frágil hermano debe ser cuidadosamente amparado. Un momento de nuestra vida tiene que ver con el cumplimiento de esa parte de nuestra vivencia individual, de la experiencia de ser padre-creador y madre-cauce, que incluye el sentimiento de la solidaridad, el sentir todo como un uno sólido, como uno solo. Así, hasta que el hermano, ya fortalecido, pueda comenzar a andar por la vida con su propias piernas.

In'lakech, se saludaban los mayas diciendo en su lengua yo soy otro tú. Yo soy el otro, ese que está naciendo, ese que llega ahí fui yo; esa que llega ahí soy yo. Y está llegando como yo llegué y siendo como yo fui. Ese que llega ahí es un espíritu libre; libre de todo y libre de mí. Parecido a todos nosotros, pero idéntico a sí mismo. Antes que un hijo mío es, como yo, un hijo de la vida, tal cual nos enseñaba Kalil Gibran cuando nos decía...

.... teus filhos não são teus filhos
eles são os filhos e as filhas 
da ânsia da vida por si mesma.

Vêm através de ti mas não de ti
e embora estejam contigo
não te pertencem.

Podes dar-lhes o teu amor,
mas não teus pensamentos,
pois eles têm seus próprios pensamentos.

Podes abrigar-lhes o corpo,
mas não sua alma, 
pois sua alma mora na casa do amanhã,
que tu não podes visitar nem mesmo em sonhos.

Podes esforçar-te para ser como eles,
mas procura não fazê-los ser como tu
pois a vida não anda para atrás 
nem se demora no dia de ontem.

Tu és o arco do qual teus filhos, 
como flechas vivas, são disparadas.

Deixa que tua inclinação, 
na mão do arqueiro,
seja para a alegriat 
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Metamorfose

quarta-feira, 24 de setembro de 2014


"Não haverá borboletas 
se a vida não passar 
por longas e silenciosas 
metamorfoses".

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20 conselhos do Dalai Lama

terça-feira, 16 de setembro de 2014


Conselhos do Dalai Lama


1. Grandes amores e grandes conquistas comportam grandes riscos.

2. Se por um acaso perderes, tire proveito daquilo que aprendeu com a derrota.

3. Lembre-se dos três “R”: Respeite a si mesmo, Respeite os outros e Responsabilize-se pelas suas ações.

4. Lembre-se que às vezes, não conseguir o que queremos pode ser um maravilhoso golpe de sorte.

5. Aprenda sobre as regras e saiba usá-las no momento certo.

6. Não deixe que uma pequena discussão afetar um grande relacionamento.

7. Quando descobrir que cometeu algum erro, tente corrigi-lo o mais breve possível.

8. Se dê sempre um tempo para ficar  sozinho; sinta-se bem com a sua companhia.

9. Aceite as mudanças da vida mas nunca abandone os seus valores.

10. Lembre-se de que às vezes o silêncio  é a melhor resposta.

11. Tente viver com plenitude e muita honra.

12. Viva o presente intensamente pois quando você ficar mais velho e se recordar do passado, poderá desfrutar as alegrias vividas novamente.

13. Viva num ambiente de amor  em seu lar. Isso é a base da vida.

14. Quando discutir com alguma pessoa querida, evite fazer referências de fatos do passado, se preocupe com a questão atual.

15. Divida o seu conhecimento com os outros, é uma forma de garantir a sua imortalidade.

16. Preserve a natureza.

17. Pelo menos uma vez por anovisite algum lugar que nunca tenha ido antes.

18. Lembre-se que a melhor relação é aquela em que o amor mútuo é maior do que a necessidade mútua.

19. Julgue o seu êxito por aquilo que você teve que renunciar para conseguir atingi-lo.

20. Ame e trabalhe com absoluto empenhot 


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