Roda viva

sexta-feira, 3 de abril de 2015

"... Fêmea nua, fêmea negra,
Lençol de óleo que nenhum sopro enruga, 
óleo calmo nos flancos do atleta, nos flancos dos príncipes do Mali.
Gazela de adornos celestes, as pérolas são estrelas sobre a noite da tua pele.
Delícia do espírito, as cintilações de ouro 
sobre tua pele que ondula à sombra de tua cabeleira.
Dissipa-se minha angústia, ante o sol dos teus olhos.
Mulher nua, fêmea negra,
Eu te canto a beleza passageira para fixá-la eternamente..."
(de um poema do senegalés Leópold Sédar Senghor, 1906-2001)
____________________________________________________________________
Gostaria de fazer um COMENTÁRIO?... clique abaixo no link, escreva e mande.

0 COMENTÁRIOS: