Estupro corretivo é o estupro bom?

sábado, 29 de agosto de 2015


"Vou te estuprar para que você vire mulher".  Isso era o que Kattia Montenegro, uma estudante peruana de 21 anos, ouvia de sua irmã, antes mesmo de tornar pública sua orientação sexual. Mas a irmã de Kattia já sabia que ela era lésbica e fazia de tudo para infernizá-la, inclusive ameaçá-la com um estupro "corretivo". Segundo sua irmã, fazer sexo com um homem a "endireitaria".

Mulheres homossexuais que são submetidas a esse tipo de prática com o objetivo de forçá-las a serem heterossexuais não veem seus casos refletidos nas pesquisas sobre violência do Peru. Mas especialistas, tanto do governo quanto da sociedade civil, garantem que não se tratam de casos isolados. "Lamentavelmente, é uma prática recorrente", reconhece Margarita Díaz Picasso, diretora-geral de Igualdade de Gênero e Não Discriminação do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis.

Os casos "não estão documentados, nem costumam ser denunciados, mas são conhecidos desde 2005", diz Maria Isabel Cedano, diretora da organização Estudo Para a Defesa dos Direitos da Mulher (Demus), uma ativista com 25 anos de experiência, dez deles na área do feminismo. 

E uma pesquisa recente do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos Sexuais e Reprodutivos e da Rede Peruana LGBT, intitulada "Informe Anual Sobre os Direitos Humanos de Pessoas Transexuais, Lésbicas, Gays e Bissexuais no Peru 2014-2015", voltou a colocar o tema em pauta. Esse documento não traz números, mas reúne testemunhos e coloca os casos em um contexto mais amplo.

"São resultado de um conjunto maior de violência, do sistema de pressão do patriarcado", destaca Maribel Reyes, secretária nacional da rede Peruana LGBT. "Essa violência se manifesta de diferentes formas, que vão desde insultos, passando pela agressão física e chegando a ameaças de estupro", esclarece Reyes.

"O próprio termo, estupro corretivo, surgiu com esse enfoque da pressão, que diz que é preciso castigar tudo o que fuja da norma, representada pela mulher heterossexual submissa que vive à sombra de um homem." Por isso, ela não acredita que aqueles que submetem lésbicas a estes estupros acreditem que mudarão sua orientação sexual, mas o fazem como uma forma de punição.

Violência familiar
Foi assim com C., uma lésbica cujo testemunho está nessa pesquisa mais recente. Ela estava sozinha em casa, em seu quarto, quando chegou um amigo de sua família. Alguém que "era tratado como se fosse um parente" e que tinha sua total confiança. A porta estava aberta. Ele entrou e a estuprou. "Queria me 'curar' a força. Ele me disse que fez isso porque não era normal eu 'ser como sou' e que 'uma mulher que chora por outra não é certo'."

Ela se afastou do estuprador e tentou esquecer o episódio, mas seu maior medo se materializou em fevereiro passado: ela descobriu que estava grávida.

Um caso parecido é descrito por Marxy Condori, do Movimento Lesbia, de Arequipa, no livro "Ei, sou gay". A ativista conta que uma amiga lésbica foi estuprada por seu tio para "torná-la mulher". "Sua mãe dizia que não o denunciaria porque era seu tio. E nós dizíamos a ela que, se não o denunciasse, poderia acontecer de novo, que sua família não podia pressioná-la a ficar calada."

Como no caso destas vítimas, a maioria dos episódios deste tipo de violência costuma ocorrer no círculo familiar ou de conhecidos, segundo a pesquisa.

Isso também é destacado por outro estudo, "Estado de violência: diagnóstico da situação das pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, intersexuais e queer na Lima metropolitana", referente à capital peruana e publicada em 2014 pelo coletivo Não Tenho Medo.


De acordo com o estudo, de cada dez lésbicas, 4,3 já sofreram algum tipo de violência em família. "No caso das lésbicas, 22% da violência familiar ocorre de forma sistemática", destaca a pesquisa. "E, em 75% dos casos de violência familiar, se usa a heterossexualidade obrigatória como um mecanismo de controle." Para corrigir sua homossexualidade, segundo o estudo, "são usados o controle emocional, econômico e inclusive a ameaça de violência sexual ou morte." 

Quando a mãe de Shalym soube que ela é lésbica e namorava uma mulher, ela tirou o celular da filha, proibiu-a de usar as redes sociais e não a deixava sair de casa. "Não podia nem ir ao colégio. Era vigiada o dia inteiro", conta ela no site do coletivo Não Tenho Medo. Não ameaçaram estuprá-la, mas fizeram outros tipos de pressão. "Minha família se opôs a meu relacionamento por um ano. Infernizaram minha vida e até me expulsarem de casa", relembra.

"Eu era menor de idade, mas sai de casa porque minha mãe ameaçou matar a mim e a minha namorada."

Dormindo com o inimigo 
Outras organizações desta área advertem que as porcentagens do estudo do coletivo são aproximações. Preferem ter mais cautela e não citar números. Mas concordam, assim com especialistas ouvidos pela BBC, que o fato da violência ocorrer em um contexto familiar dificulta a denúncia. "E isso torna difícil dar visibilidade aos casos", destaca Reyes.

Não foi assim com Kattia Montenegro. "Na primeira vez em que minha irmã me ameaçou com um estupro, fiquei assustada", conta ela por telefone. Na segunda vez, ela decidiu contar aos pais sobre sua orientação sexual e as ameaças de sua irmã. Mas as ameaças não pararam, assim como os insultos e agressões. "Então, decidi denunciá-la."

Montenegro procurou o Centro de Emergência Mulher, um serviço público e gratuito que fornece orientação legal, defesa judicial e aconselhamento psicológico a vítimas de violência familiar e sexual. "Lá, eles me entenderam e se comprometeram com o caso, sobretudo a advogada Rocío Cateriano, que me apoiou quando minha irmã continuava me ameaçando para que desistisse de denunciá-la", diz. "A polícia e os médicos também me atenderam bem. Tive sorte, porque encontrei gente muito competente."

O processo judicial levou um ano. Montenegro ganhou a causa, e sua irmã foi obrigada a se submeter a um tratamento psicológico e a indenizá-la. "Na época, já era uma ativista LGBT, e isso me deu a capacidade para denunciar. Sabia o que fazer, que local procurar."

Mas isso não é o mais comum, segundo especialistas. E quem encontra coragem ou formas para fazer a denúncia nem sempre encontra profissionais como os que cuidaram do caso de Montenegro.

"Uma jornalista de rádio lésbica foi estuprada durante um encontro de comunicadores da região norte. Foi um caso muito grave, porque ela ficou grávida", relembra Cedano, da Demus.

"E, mesmo que ela não tenha denunciado, fizeram pouco caso dela no hotel onde ocorreu o ataque e no centro de saúde onde foi atendida. Nem sequer lhe deram um anticoncepcional de emergência ou fizeram exames para descartar o vírus HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis. Tampouco lhe deram apoio psicológico."

Diante disso, a pesquisa também destaca a responsabilidade do governo para com esta realidade, porque o Peru não tem uma política nacional contra a discriminação por causa de orientação sexual ou identidade de gênero. Também não são tipificados os crimes de ódio contra a população LGBT, apesar de terem havido iniciativas parlamentares para mudar esta realidade e organizações como a Anistia Internacional lutarem há anos por isso.

Estado + comunidade 
O parlamentar Carlos Bruce, um dos autores da lei da união civil entre homossexuais, apresentou em 2009 um projeto de lei contra estes crimes de ódio. O projeto foi modificado em 2013 e, quando foi finalmente aprovado, como Lei Contra Ações Criminais por Motivos de Discriminação, o congressista veio a público para denunciar que seu texto havia sido radicalmente alterado e que excluía a comunidade LGBT.

"Como Estado, estamos trabalhando com a diversidade em geral e tendo em conta a comunidade LGBT, mas trata-se de um processo", diz Olga Bardales, do Programa Nacional contra a Violência Familiar e Sexual, do Ministério da Mujer e Populações Vulneráveis.

Ela insiste que, para avançar, será preciso contar com a ajuda da sociedade civil, das organizações feministas, LGBT e das que lutam contra a violência familiar e sexual que, na falta de estatísticas, têm se encarregado de coletar testemunhos.

Neste sentido, Picasso, do Ministério da Mulher e Populações Vulneráveis, afirma que recolher dados e consolidar as experiências das vítimas é uma prioridade e que um protocolo está sendo criado para atender casos de violência sofridos por lésbicas e outros integrantes da comunidade LGBT.

O Peru não é único país em que se fala de estupros corretivos. Na África do Sul, em julho de 2007, as namoradas Sizakele Sigasa e Salome Massooa foram estupradas e assassinadas. Como consequência, vários grupos defensores dos direitos humanos criaram a campanha 07/07/07 para pedir o fim dos crimes de ódio contra a população LGBT.


Mas o caso que teve maior notoriedade e colocou estes estupros na mira internacional foi o ataque a Eudy Simelane, ex-jogadora da seleção sul-africana de futebol, ativista e uma das primeiras mulheres a viver abertamente como lésbica em Kwa Thema, no norte do país. Simelane foi estuprada por um grupo de homens antes de ser apunhalada 25 vezes no rosto, no peito e nas pernas em abril de 2009.

Um ano antes, a Triangle, uma organização defensora dos direitos homossexuais, havia revelado que 86% das lésbicas negras vivem com medo de sofrer uma agressão sexual e que cuidava de dez novos casos de estupro corretivo por semana. 

O mesmo tem ocorrido no Zimbábue e na Índia, além de outros países, como o Equador, onde, em 2012, foram fechadas diversas clínicas para "curar" homossexuais, nas quais o estupro era um dos métodos empregados.

Quando tinha 23 anos, em 2007, Paola Concha foi internada a força em um destes centros em um subúrbio da capital Quito. Nos 18 meses que permaneceu lá, foi submetida a todo tipo de humilhação e violência: foi obrigada a se casar com um homem, ficou sem comida por dias, foi obrigada a se vestir como homem e foi estuprada.

No Peru, apesar da falta de dados, os testemunhos das vítimas deixam clara a gravidade desta questão. "Este é um país conservador em que o assunto é pouco ou nada explorado. Mas trata-se de um problema social atual e urgente", diz Montenegro, uma das vítimast 

|| Via BBC Brasil
_______________________________________________________________
Gostaria de fazer um COMENTÁRIO?... clique abaixo no link, escreva e mande.


A la vuelta de la esquina

domingo, 23 de agosto de 2015


________________________________________________________________________
Gostaria de fazer um COMENTÁRIO?... clique abaixo no link, escreva e mande.

La chilena

terça-feira, 18 de agosto de 2015


Tal vez la chilena es la única jugada del fútbol que no necesita del césped sino del cielo: de espaldas al suelo se elevan los pies y se golpea la pelota mientras el cuerpo está suspendido en el aire. Tal vez por eso cuando aquel malabar sorpresivo termina en gol conduce a la gloria.

La chilena -chalaca, chorera como la llaman en otras partes del continente americano- es un levantamiento. Una revolución individual que puede cambiar el color de un partido. Esa habrá sido la razón por la que el director John Huston escogió la chilena para el clímax de su película Victory, de 1981, sobre un grupo de soldados que logra escapar de un campo de prisioneros de guerra después de disputar un partido de fútbol.

La escena es protagonizada por el brasileño Pelé y ocurre cuando el partido está a punto de finalizar y el marcador está en contra del equipo de presos. Se ve cómo O Rei se eleva por el aire, ejecuta la maniobra y marca.

El público estalla, los prisioneros huyen. Final feliz.

Esa jugada tan vistosa también hace parte de repertorio de productos endémicos que ha brotado del continente americano y ha sido heredado al mundo, como el maíz o el chocolate. Algunos dicen que nació con el siglo XX, en los albores del fútbol en Latinoamérica, cuando los constructores de ferrocarriles ingleses se enfrentaban contra lugareños en los puertos del Callao en el Perú.

Sin embargo, si hay que remitirse a las pruebas, estas dicen que la chilena tal y como la conocemos nació en un estadio en el sur de Chile, en la ciudad de Talcahuano, en enero de 1914.

Chalaca del Callao
El fútbol llegó a América a finales del siglo XIX en barcos que traían ferrocarriles. Durante muchos años, los dos principales puertos sobre el océano Pacífico fueron el peruano de Callao y Valparaíso, en Chile.

Para el periodista argentino Jorge Barraza, especializado en historia del fútbol sudamericano y autor de varios libros como Fútbol de ayer y hoy, no hay duda que primero fue la chalaca y que nació en Perú. “A las personas que viven en el puerto del Callao les dicen chalacos y los que vivían allí practicaban esa jugada”, dijo Barraza durante una entrevista radial hecha por la emisora colombiana RCN.


De acuerdo al periodista, como el intercambio entre ambos puertos era constante, los marineros peruanos viajaban a Chile con frecuencia. Y por supuesto, disputaban sus partidos, los que pueden ser considerados los primeros encuentros "internacionales". “Allí fue donde vieron por primera vez esa maravillosa jugada, del cuerpo contorsionado, a la que llamaban la chalaca”, explicó Barraza, citando que varios diarios chilenos de 1900 aludían a aquel truco como "la chalaca o la chorera".

Y es aquí donde las historias se juntan. De acuerdo al registro hecho por la Asociación de Fútbol de Talcahuano, ubicada en el sur de Chile, en enero de 1914 Ramón Unzaga, un joven español nacionalizado chileno, había ejecutado por primera vez aquella jugada en el legendario estadio el Morro.

De hecho, el escritor uruguayo Eduardo Galeano, quien murió el pasado mes de abril, escribió sobre aquel momento en su libro Fútbol a sol y a sombra:

“Ramón Unzaga inventó la jugada en la cancha del puerto chileno de Talcahuano: con el cuerpo en el aire, de espaldas al suelo, las piernas disparaban la pelota hacia atrás, en un repentino vaivén de hojas de tijera”.


Unzanga continuó ejecutando su proeza por otros estadios del continente. Fue él quien la patentó en los estadios de Argentina y Uruguay durante las primeras ediciones de la Copa América, en 1916 y 1917, a las que asistió Chile. “Fue allí que los hinchas comenzaron a hablar de la jugada que hacían los zagueros de aquel equipo chileno, que eran Unzaga y Gatica. Después de los partidos comentaban ‘viste la jugada que hicieron los chilenos, la chilena'”, anotó Barraza

Y añadió: “Uno mismo no le pone el nombre a un invento, por lo general, en el fútbol, ese nombre se lo ponen otros: los de Lima le pusieron chalaca, en Chile le llamaban chorera -como se les conoce a los de Talcahuano- y afuera, se le conoció como la chilena”.

La chilena y el mundo
El 11 febrero de 2011, el delantero del Manchester United y de la selección inglesa, Wayne Rooney, marcó de chilena un impresionante gol durante el derbi frente al Manchester City.

Un golazo, con todas las letras: fue el tanto de la victoria ante un enconado rival y después fue elegido como el mejor gol de la Premier League en sus 23 años de historia. Sin embargo, los diarios europeos, especialmente los británicos se refirieron a esa brillante jugada como "bicycle kick" (la bicicleta, como también se la llama en Brasil) o "volley" (volea).

Pero los diarios españoles no dudaron en llamarla como ellos mismos la habían bautizado 80 años antes: la chilena.

Cada disciplina ha necesitado de un genio, un héroe imbatible para su universalización: Michael Jordan al basket, Pelé al fútbol, y David Arellano a la chilena.

Destacado delantero, pero ante todo un visionario, Arellano fue un notable jugador quien en 1925 fundó, junto a otros compañeros futbolistas, el club Colo Colo, el más popular de Chile. Y fue él quien promovió una gira por Europa, la primera de un equipo chileno en la historia. Ocurrió en 1927.

Colo Colo se enfrentó al Espanyol del mítico Ricardo "El Divino" Zamora. Arellano no dudó en mostrar sus habilidades y el dominio sobre aquel malabar que se sostenía en el aire. De acuerdo al diario ABC de España, Zamora, después de aquel partido que perdieron, dijo sobre los chilenos y aquellas obras de arte: “Se juegan la vida cuando están cerca de la meta”.

Pero la muerte trágica le dio tintes épicos: el 2 de junio de 1927, cuando Colo Colo disputaba el segundo partido de aquella exitosa gira frente al Valladolid, Arellano “se jugó la vida” en una jugada, pero esta vez se golpeó el abdomen con tanta fuerza con sus piernas que murió un día después en un cuarto de hotel debido a una peritonitis.

Y con su nombre, el mito de aquella jugada se instaló en el colectivo del fútbol que él se había encargado de exportar al mundot

|| Via BBC Mundo

30">

________________________________________________________________________
Gostaria de fazer um COMENTÁRIO?... clique abaixo no link, escreva e mande.

Cuerpo desnudo, felices sueños

quinta-feira, 13 de agosto de 2015


Manta térmica, pijama abrigado, quizás una camiseta, medias de lana, frazadas hasta las cejas y tal vez, si no dispones de uma buena calefacción, hasta un gorrito que te cubra las orejas.  Bien arropado, ahora sí, te entregas al sueño tibio y a los buenos sueños. Pero es bien probable que en ninguno de tus viajes oníricos -de esos que haces mientras tu duplo cruza la galaxia para actualizar la data de tu alma- llegues a sorprenderte durmiendo desnudo en el frío de un invierno que cala hasta los huesos. Y si te ocurriese, claro, sería una pesadilla en la que te sentirías un mutante de alguna era de hielo.

Sin embargo, la ciencia dice que al padecer esa sensación podrías estar equivocado, que dormir abrigado no es una buena idea para la salud de nuestro cuerpo, y que la mejor opción es hacerlo como Dios nos trajo al mundo. Parece que dormir desnudo -sea solo o acompañado-, ayuda a mantenernos en un estado saludable física y mentalmente.

Expertos en estudios del sueño coinciden en la importancia de estar relajados y en lograr que nuestro cuerpo alcance la temperatura perfecta para conciliar un sueño profundo: alrededor de medio grado menos de lo habitual. Para eso, cuando nos dormimos, el cerebro envía mensajes a los vasos sanguíneos para que liberen calor. Es por esa razón, sostienen los científicos, que es importante no taparnos demasiado para que el cerebro pueda regular la temperatura sin problemas.

Los profesionales aseguran que el uso de pijamas, camisones o mantas impiden que podamos bajar ese medio grado necesario de la temperatura de nuestro cuerpo, lo que provoca que nuestro cerebro reaccione para “ver” qué ocurre. Es en ese momento cuando nos cuesta más conciliar el sueño.

Así, al dormir desnudos facilitamos que nuestro cuerpo se enfríe y el cerebro trabaje tranquilamente. Eso permite que alcancemos el tan necesario y reparador sueño profundo. Evitando el uso de ropa también evitamos ciertas incomodidades y la interrupción de nuestro sueño al cambiar de posición y enredarnos con los trapos que nos cubren.


Desde conseguir conciliar el sueño sin tener que contabilizar más de dos centenas de ovejitas, pasando por adelgazar durmiendo o mejorar tu vida sexual, hasta reducir el riesgo de diabetes, estos son algunos beneficios de dormir sin ropa:
  • Disfrutar del descanso perfecto. Al dormir sin ropa y sin demasiadas mantas dejamos que nuestro cuerpo encuentre la temperatura corporal correcta y conseguimos alcanzar el sueño  profundo –que es el más reparador–. El sueño profundo es fundamental para la consolidación de la memoria y la producción de la hormona de crecimiento, y es importante para la reparación y el crecimiento celular.
  • Adelgaza. La grasa marrón o parda es aquella que protege al cuerpo contra el aumento de peso. Según los expertos, este tipo de grasa –al contrario de la que acumulamos a lo largo del día– ayuda a quemar el exceso de calorías al generar calor. Según un estudio publicado en la revista Diabetes, dormir en una habitación fría podría activar la grasa marrón que tienen los adultos y ayudarles a perder peso a un ritmo mayor que a altas temperaturas. Cuanto más profundo y duradero sea el sueño, la grasa tendrá más tiempo para trabajar durante el descanso y, en consecuencia, sus propiedades adelgazantes serán mayores. Recuerdá que esta grasa solo ayuda si duermís desnudo y relativamente fresco, pero sin pasarse de frío o te despertarás a cada rato.
  • Baja la presión arterial. Si duermes con alguien, también desnudo, al tener contacto con la otra piel, los nervios sensoriales envían impulsos al cerebro, provocando la liberación de oxitocina. Esta hormona tiene un efecto protector sobre el corazón y ayuda a reducir la presión arterial. También estimula el sistema inmunológico y reduce la ansiedad. Según un estudio de la National Sleep Foundation, dormir desnudo regula los niveles de cortisol que previene el aumento de presión arterial y colesterol, el apetito, las interrupciones de sueño o la bajada de la libido, entre otras cosas.  Además, cuando duermes con pijama o bajo mantas pesadas impides la liberación de la hormona del crecimiento, por lo que se obstaculiza el proceso de reparación nocturna de huesos, músculos y piel.
  • Disminuye el riesgo de diabetes. El mismo estudio averiguó que dormir en una habitación fría podría disminuir el riesgo de diabetes. Observaron cuál era el estado del organismo durante el sueño en función de la temperatura, midiendo las cantidades de insulina necesarias para mantener estables los niveles de azúcar en sangre. Según los resultados de su análisis, manteniendo la estancia con una temperatura fresca y adecuada durante el descanso, las personas mejoraban su sensibilidad a la insulina y los niveles eran los adecuados.
  • Mejora la vida sexual. Denise Knowles, terapeuta sexual, comenta que “dormir desnudo es una buena estrategia para las personas con problemas de imagen corporal”. Además, al dormir desnudo con alguien se incrementan los niveles de oxitocina –conocida como la hormona del amor– y aumentan considerablemente los deseos de practicar sexo.
  • Evita infecciones femeninas. No usar bragas, bombachas, shorts o cualquier otra prenda puede ayudar a las mujeres a evitar el desarrollo de infecciones de hongos vaginales como la candidiasis. Como explica el ginecólogo del hospital St George’s de Londres Austin Ugwumadu, “este hongo ama los ambientes cerrados y cálidos, así que es recomendable usar ropa suelta o preferiblemente no llevar nada en absoluto”.
  • Eleva la autoestima. La mejor estrategia para personas con problemas de autoestima debido a su físico es dormir desnudo. Este gesto tan simple ayuda a mejorar la confianza y la autoestima al acostumbrarnos a ver nuestro cuerpo tal cual es cada noche al irnos a dormir.
  • Facilita la circulación. Las cinturas elásticas de los pantalones de pijama o en los tobillos, los puños de las mangas o los pliegues en los camisones provocan una mala circulación de la sangre en todo nuestro cuerpo. Para evitarlo, no hay nada como desprenderse de la ropa para dormir.
  • Ahorra dinero.  ¿Cuánto de media puede costar un pijama? ¿Con qué frecuencia los lavas? Tanto el coste de su compra como el de electricidad y agua tras pasar por la lavadora desaparecen si cada noche duermes a pierna suelta y sin él. ¿Cuánto dinero podrías ahorrar al año si durmieras sin pijama? Saca tus cuentas y tenlo en cuenta.
Si ya duermes desnudo, qué bien, ahí tienes argumentos para respaldar tu sana costumbre. Y si  no lo haces y quieres cambiar, te recomendamos que hagas un proceso gradual en el que vayas quitándote ropa de a poco, acostumbrando tu cuerpo, regulando los cobertores de la cama y la propia temperatura de la habitación. Como si fueras una especie de stripper slowt
________________________________________________________________________
Gostaria de fazer um COMENTÁRIO?... clique abaixo no link, escreva e mande.